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domingo, julho 29, 2012

Um Partido que vale a pena?


O Partido Pirata, criado na Suécia com objetivo de empenhar-se em causas como Internet Livre, direito ao acesso livre e gratuito de conteúdos culturais chega ao nosso Brasil.
Nessa excelente entrevista com o fundador do Partido  Rick Falkvinge veiculado pelo site Olhar Digital, explica o porque da luta pela comunicação livre e também como isso afetará o futuro das economias de países como o nosso.
A informação livre aumenta exponencialmente o poder do cidadão comum e faz com aqueles que nos representam saibam o que queremos, sem precisar de intermediários.
Só espero que, como outros partidos, não se deixe levar pelo fascinante poder que a politica trás e se transforme em mais uma decepção.

Como a esperança é a última que morre, tenho fé nessa causa.

Abaixo o vídeo com a entrevista. 

É realmente imperdível pra quem se importa com os destinos e o futuro da humanidade nos próximos anos.

domingo, abril 29, 2012

A Liberdade está na Mente?


Tenho tido uns entreveros ultimamente.


Tudo por causa dela, minha musa inspiradora, que me faz gostar de viver : A Liberdade.

Questão aparentemente trivial ou por outro lado esotericamente filosófica dependendo de quem ouve.

Pra mim é questão fundamental. Viver sem amor e sem liberdade não é viver, é uma existência apenas.

Existir não é viver.

Existir é estar presente no plano material sem necessariamente estar realmente Vivo.
Eu conheço um montão de gente que existe e não vive. Passa pelo tempo adquirindo coisas, colecionando histórias sem  ter sequer a percepção das coisas.

Então a diferença entre viver e existir, pra mim, é a percepção da vida, dos outros, da história. Viver é estar presente de fato, interagindo com o mundo e com as pessoas conscientemente.






É aí que o Amor entra.

Ele é quem nos dá a percepção das coisas porque exige atenção. Não existe amor sem atenção.

Uma pessoa desatenta não consegue amar de verdade como o amor quer : incondicionalmente.

Pra ser incondicional tem que ser consciente ou haveria de querer de mais, exigir, tomar e deixaria de ser amor passando a ser apego.







Existem pessoas que se apegam as coisas e acham que estão amando. Apego não é amor, apego é carência, é a percepção de estar só no mundo. Por isso as pessoas se apegam, dá aquela sensação de estar acompanhado.

Sensação não é percepção, se fosse o apego se transformaria em amor.

Bom até ai mais ou menos certo.


A capacidade de amar é inata, já que precisamos sobreviver.


Se não se consegue amar de verdade, sempre tem o simulacro Apego pra disfarçar e a existência continua.

Já a Liberdade, essa é danada. Não é dada a todos, existe em muitas formas.
As vezes tem que ser conquistada, as vezes ela nunca vem.
O mundo moderno cada vez mais nos aprisiona em nossas necessidades e junto a isso exige que você abra mão  de um pouquinho de sua liberdade.

A vida hoje é pública. E não adianta ficar se esforçando para não ter seus preciosos dados, fotos, fatos, enfim, alguma coisa de sua vida terá um aspecto público devido a informatização.

O nome em uma lista de concurso, uma foto inesperada no perfil de algum amigo, notas da escola, etc.
Aquela liberdade de existir discretamente acabou. Fato e ponto.


Mas tem a liberdade interna, que briga pra viver.

Essa depende exclusivamente da vontade daquele que opta por viver ou por existir.

Na minha opinião não dá pra viver sem ela. Você consegue existir, seguir a manada, casar, comprar o carro novo, formar uma família, mas te juro nunca vai passar disso. Quem só existe evita a percepção, de forma que não ama, tem apego. Não cria coisas, apenas copia o que existe. Segue idéias pré estabelecida de como existir, ter dinheiro, sucesso.



O Amor exige Liberdade, pois sem ela não há escolha.


A Liberdade exige Percepção, não aceita qualquer receitinha de marketing simulando ser feliz, ser amado, Ser Tendo.

Sem Amor, Percepção e Liberdade ninguém  É, Existe apenas.











A doença do medo

OSHO



Existem diferentes formas de medo, aquele que tem uma razão de ser evidente, quando nossa vida está sendo diretamente ameaçada, e o medo como manifestação de uma doença psicológica.

Neste caso, o medo não se apresenta como reação a uma ameaça real, concreta e imediata, mas é simplesmente resultado de um estado de preocupação, ansiedade, ou tensão bastante elevados. Sente-se medo de que algo possa acontecer, ou seja, desencadeia-se um estado de pavor simplesmente baseado em uma mera hipótese.

Lutar contra este tipo de medo pode parecer fácil, a principio, visto que não existe qualquer perigo direto, porém, não é uma tarefa tão simples. A mente, ao fixar-se na probabilidade de que algo ruim possa acontecer, gera um desequilíbrio não apenas no nível das emoções, mas também no corpo físico, trazendo como conseqüência doenças reais que podem comprometer a possibilidade de uma vida normal.

Não é de se admirar que nos dias que correm tantas pessoas sofram da chamada síndrome do pânico, uma doença que se caracteriza por um medo difuso, sem causa concreta, que surge como conseqüência de um estado de ansiedade extremamente grave.

A violência que nos é apresentada diariamente nos noticiários de TV só faz agravar ainda mais o estado de paranóia das pessoas que possuem uma tendência a desenvolver esta doença. Evitar o contato com este tipo de programa é a melhor demonstração de amor que elas podem fazer por si mesmas.

Mas o tratamento inclui muitas outras atitudes. O primeiro passo é observar, de modo isento, como a mente atua para gerar o estado de pânico. Sempre que alguém se sentir tomado por esta sensação de pavor, inicialmente deve manter a respiração sob controle, diminuindo o ritmo das inspirações e das expirações. O medo, assim como a raiva, não se sustenta num estado de relaxamento do corpo e da mente.


É fundamental que no dia-a-dia, antes que uma crise se apresente, treine-se a consciência do ato de respirar e, a seguir, se observe a mente, para perceber o seu mecanismo e como os pensamentos negativos tentam impor algo totalmente imaginário como se fosse real.

A meditação tem sido experimentada com sucesso como forma de manter sob controle a ansiedade e os sintomas do pânico. A terapia com as essências florais, bem como a terapia psicológica, principalmente a que trabalha com a liberação de conteúdos emocionais inconscientes, também são de grande ajuda.

Somente a atenção permanente sobre si mesmo permitirá perceber de modo claro quando o desequilíbrio estiver se instalando, e sair em busca de ajuda para libertar-se da doença do medo.

(...)
Observação é meditação... A qualidade da observação, a qualidade de estar consciente, alerta - é isso o que é meditação. 

Lembre-se de uma coisa: meditação significa consciência. O que quer que você faça com consciência é meditação... O caminhar pode ser uma meditação, se você caminha alerta... Ouvir os pássaros pode ser uma meditação, se você ouve com consciência. Simplesmente ouvir o barulho interior da sua mente pode ser uma meditação, se você permanece alerta e observador. A questão toda se resume em não se mover atormentado. Então o que quer que você faça é meditação. 

O primeiro passo para a consciência é tornar-se muito atento ao seu corpo... E, à medida que você vai se tornando consciente, um milagre começa a acontecer: muitas coisas que você costumava fazer antes, simplesmente desaparecem; seu corpo se torna mais relaxado, seu corpo se torna mais harmonizado. Uma paz profunda começa a prevalecer até mesmo no seu corpo: uma música sutil pulsa em seu corpo. 

Depois então, comece a se tornar consciente de seus pensamentos; o mesmo tem que ser feito com os pensamentos. Eles são mais sutis do que o corpo e, naturalmente, mais perigosos também. E quando você se torna consciente de seus pensamentos, você fica surpreso com o que se passa dentro de você. Se você anotar o que quer que passe em sua mente em qualquer momento, você nem pode imaginar que grande surpresa o espera. 


Você não acreditará que tudo isso está se passando dentro de você. 
E, depois de dez minutos, - você verá a mente louca que existe dentro de você! Como você não está alerta, toda essa loucura vai se movendo como uma corrente subterrânea. Ela afeta o que quer que você esteja fazendo, afeta o que quer que você não esteja fazendo; afeta tudo. E a soma total vai ser a sua vida! Assim sendo, esse homem louco tem que ser transformado. E o milagre da consciência é que você não precisa fazer nada exceto apenas tornar-se alerta. 

O próprio fenômeno de observar a mente, a transforma. Pouco a pouco o homem louco desaparece, pouco a pouco os pensamentos começam a cair em um certo padrão; seu caos não existe mais, eles se tornam mais como um cosmo. E então, novamente, prevalece uma profunda paz. E quando seu corpo e sua mente estiverem em paz, você verá que eles estão sintonizados um com o outro, há uma ponte...
Pela primeira vez há acordo, e esse acordo ajuda tremendamente a trabalhar o terceiro passo que é tornar-se consciente dos seus sentimentos, emoções, humores. 

Esta é a camada mais sutil e a mais difícil, mas se você puder estar consciente dos pensamentos, então basta apenas mais um passo. Uma consciência um pouco mais intensa é necessária, e você começa a refletir seus humores, suas emoções, seus sentimentos. Uma vez que você ganhou consciência em todos esses três passos, eles se juntam todos em um fenômeno. 

E quando todos esses três se tornam um - funcionando juntos perfeitamente, zunindo juntos, você pode sentir a música de todos três; eles se tornam uma orquestra - então, o quarto, aquilo que você não pode fazer, acontece. Acontece por sua própria conta. É um presente do todo, e uma recompensa para aqueles que passaram por esses três. 


E o quarto é a consciência definitiva, que o torna a pessoa acordada. Ela torna-se consciente da própria consciência - este é o quarto...
O corpo conhece o prazer, a mente conhece a felicidade, o coração conhece a alegria; o quarto conhece o êxtase. 

A coisa importante é que você seja um observador, que você não tenha se esquecido de observar, que você vá observando... observando.... observando. 
E, pouco a pouco, à medida que o observador se torna cada vez mais e mais sólido, estável, seguro, uma transformação acontece. As coisas que você esteve observando desaparecem. Pela primeira vez, o próprio vigia se torna o vigiado, o próprio observador se torna o observado. Você chegou em casa.

Osho, Meditação, A Primeira e a Última Liberdade.




sábado, maio 14, 2011

Afinal, pra que serve o Estresse?



Por que se preocupar? 

É bom para você!

The New York Times
por:Robert H. Frank

O falecido Amos Tversky, um psicólogo de Stanford e pai fundador da economia comportamental, costumava dizer: “Meus colegas, eles estudam a inteligência artificial; eu estudo a estupidez natural”.

Nas últimas décadas, a economia comportamental se transformou em uma área em crescimento desenfreado na economia. Os acadêmicos neste campo trabalham principalmente no cruzamento da economia com a psicologia, e grande parte de sua atenção se concentra nas propensões sistemáticas dos julgamentos e decisões das pessoas.

Eles apontam, por exemplo, que as pessoas são particularmente ineptas em prever como as mudanças nas circunstâncias em suas vidas afetarão sua felicidade. Mesmo quando as mudanças são enormes –positivas ou negativas– a maioria das pessoas se adapta mais rápida e completamente do que esperam.

Esses erros de previsão, argumentam os economistas comportamentais, frequentemente levam a decisões falhas. Um exemplo célebre descreve um professor assistente de uma importante universidade, que agoniza por anos sobre se será promovido. No final, seu departamento o dispensou. Como previsto, ele se sentiu abjetamente mal –mas apenas por poucos meses. No ano seguinte, ele ocupava um novo cargo em uma universidade menos seletiva e, segundo todas as medidas disponíveis, ele nunca esteve tão feliz.

A aparente lição é que se o professor tivesse conhecimento dessa evidência relevante, ele saberia que não havia motivo para se preocupar com sua promoção –que ele seria mais feliz sem ela. Mas essa é a lição errada, porque não se preocupar reduziria ainda mais sua probabilidade de conseguir a promoção. E promoções frequentemente importam de formas que têm pouco impacto nos níveis cotidianos de felicidade.

Paradoxalmente, nossos erros de previsão frequentemente nos levam a escolhas que são as mais sábias olhando para trás. Nesses casos, a biologia evolucionária frequentemente fornece um guia mais claro do que a psicologia cognitiva para se pensar a respeito de como as pessoas se comportam.

Segundo Charles Darwin, as estruturas motivacionais dentro do cérebro humano foram forjadas pela seleção natural ao longo de milhões de anos. Em sua estrutura, o cérebro evoluiu não para nos deixar felizes, mas para motivar ações que ajudam a pressionar nosso DNA para a próxima fase. Grande parte do tempo, de fato, o cérebro consegue isso nos deixando descontentes. Ansiedade, fome, fadiga, solidão, sede, raiva e medo estimulam a ação para vencer os desafios competitivos que enfrentamos.

Como o falecido economista Tibor Scitovsky disse em “The Joyless Economy”, o prazer é uma emoção inerentemente fugaz, uma que experimentamos enquanto escapamos dos estados emocionalmente adversos. Em outras palavras, prazer é a cenoura que nos atrai para nos livrarmos desses estados, mas quase sempre desaparece rapidamente.

O cérebro humano foi formado pela competição implacável do mundo natural, de modo que não deveria causar surpresa nos adaptarmos rapidamente às mudanças nas circunstâncias. Uma pessoa constantemente satisfeita com sua primeira promoção teria dificuldade para encontrar o impulso para competir pela próxima.

A dor emocional também é fugaz. Os economistas comportamentais frequentemente notam que apesar das pessoas que ficam fisicamente paralisadas experimentarem a devastação emocional imediatamente após seus acidentes, elas geralmente se recuperam surpreendentemente rápido. Em seis meses, muitas já apresentam a mistura diária de humores semelhante à sua experiência pré-acidente.

Esse resultado é frequentemente interpretado como significando que ficar fisicamente inválido não é tão ruim quanto a maioria das pessoas imagina. A evidência, entretanto, aponta fortemente o contrário. Muitos paraplégicos, por exemplo, dizem que se submeteriam a uma operação para recuperação da mobilidade mesmo se o risco de mortalidade fosse de 50%.

O ponto é que quando o infortúnio cai sobre nós, não é de ajuda ficarmos interminavelmente abatidos. É bem melhor, é claro, nos adaptarmos o mais rápido possível e extrair o melhor das novas circunstâncias. E é isso o que um cérebro forjado pelas pressões impiedosas da seleção natural nos impele a fazer.

Tudo isso nos leva de volta às nossas decisões sobre quão arduamente devemos trabalhar –escolhas que têm implicações importantes para as vidas que podemos levar.

A maioria das pessoas adoraria ter um emprego com colegas capazes e interessantes, com um alto grau de autonomia e amplas oportunidades para expressão criativa. Mas apenas um número limitado desses empregos está disponível –e é nossa preocupação que nos motiva a consegui-los.

Dentro dos limites, a preocupação com o sucesso faz com que os estudantes estudem mais para conseguir entrar para as melhores universidades. Faz professores assistentes trabalharem mais para serem efetivados. E faz os diretores de cinema se esforçarem para criar a cena perfeita, os compositores para conseguir a melodia mais agradável. Em todos os campos, as pessoas que se esforçam mais têm maior probabilidade de sucesso profissional, maior probabilidade de fazer a diferença.

A ansiedade que sentimos sobre se seremos bem-sucedidos é a forma da evolução nos motivar. E a evidência está clara que a maioria de nós não olha para trás para nossos esforços com arrependimento, mesmo se nossa mistura diária de emoções no final não mudar.

Mas a teoria evolucionária também aconselha humildade a respeito da boa fortuna pessoal. Como Darwin viu claramente, interesses individuais e coletivos nem sempre coincidem. Um bom emprego é um conceito inerentemente relativo, e quando uma pessoa conquista excelentes benefícios, sua sorte significa que outra pessoa igualmente merecedora não conseguiu aquele emprego.

Quando as pessoas se empenham mais a renda cresce. Mas grande parte dos gastos resultantes da renda extra apenas eleva o padrão definido como adequado. Logo, do ponto de vista da sociedade, parte da ansiedade a respeito de quem conseguirá quais empregos pode ser excessiva. Mas isso é muito diferente de dizer que as pessoas não devem se preocupar em serem bem-sucedidas.
 

Robert H. Frank é professor de economia da Escola Johnson de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Cornell.
Tradução: George El Khouri Andolfato


Cientistas mapeiam o estresse causado por 

uso de computadores







Máquinas que travam, sistemas que ficam inexplicavelmente lentos, dificuldade em se lidar com o suporte técnico. Estes problemas, tão comuns da era digital, estão na raiz da Síndrome do Estresse Computacional.

"Os consumidores de hoje, dependentes de meios digitais, são crescentemente esmagados e desnorteados por problemas e obstáculos técnicos em suas vidas cotidianas", revelou um centro de pesquisas industrial em um estudo intitulado "Combatendo a Síndrome do Estresse Computacional" ('combating computer stress syndrome' no original).

As descobertas se basearam em uma pesquisa feita com mais de mil pessoas na América do Norte por um Comitê de Experiência do Consumidor, criado pelo Chief Marketing Officer Council (CMO), órgão dedicado a pesquisas industriais, para identificar formas de se manter os consumidores satisfeitos no altamente competitivo setor de comunicações.Entre as principais fontes de dores de cabeça digitais, o estudo apontou "computadores e equipamentos complexos e frustrantes, falhas técnicas, infecções por vírus e longas esperas para solucionar problemas".


"A realidade é que problemas numerosos e persistentes afetam a maioria dos usuários de computadores, criando angústia e ansiedade desnecessárias", destacou o estudo.

"Usuários digitalmente dependentes estão ficando saturados e frustrados com o atual estado de estresse relacionado ao computador e claramente procuram uma forma melhor de lidar com ele, reduzindo-o", acrescentou.

Das pessoas consultadas, 94% disseram depender de computadores em sua vida pessoal. Quase dois terços dos usuários precisaram contatar suporte técnico ou vivenciaram a Síndrome de Estresse Computacional (CSS, em inglês) no ano passado, diz o estudo.

"Os usuários enfrentam um estado continuado de ansiedade e desafio técnicos ao configurar novos produtos digitais, atualizar softwares e migrar para novos aplicativos e sistemas operacionais, bem como ao lidar com infecções de malware, ameaças na web, roubo e identidade e outros", aponta o estudo.

Outros 40% dos usuários de computador experimentaram falhas de sistema no último ano, e mais da metade teve que procurar ajuda para resolver problemas técnicos, destacou o instituto Pew Center Research, citado no estudo.

"Por serem tão importantes para nós, os computadores são uma faca de dois gumes", disse Murray Feingold, médica americana, apontada no estudo como criadora do termo CSS.

"Quando funcionam adequadamente, [os computadores] são ótimos. Mas quando algo sai errado, imediatamente entramos em pânico. Isto é o que chamo de Síndrome do Estresse Computacional", afirmou.

O estudo reforçou a importância de tornar a experiência homem-máquina menos angustiante, afirmou a porta-voz do comitê, Liz Miller.

"Achamos que já é tempo de que muitas destas grandes empresas de tecnologia realmente comecem a dar atenção ao que causa estresse e sofrimento ao consumidor para melhorar esta experiência", disse Miller.

Eu não disse: a culpa é do Sistema... 
eu disse, não te disse?






Pra desestressar ...




Endereço anti-estresse para as crianças dos anos 70.
Década em que "nunca foi tão bom ser criança"...
Cabelos sem pentear, camisetas de listras, pirulito , bala, ninguém falava em açúcar do mau.
Escoteiros e Bandeirantes, turma da rua, da esquina do bairro...
Era na rua, onde poucos carros passavam que a gente se encontrava.
Inocência de uma infância influenciada por ideais de liberdade dos anos hyppies...
Háaa ...foi muito bom!






A idéia básica do Blog é ir adicionando vídeos de aberturas de série, desenhos animados e outros programas da televisão, os temas serão incluídos aos poucos, tornando este espaço cada vez mais completo e nostálgico.
Divirta-se e divida suas lembranças.
 










domingo, abril 17, 2011

Carpe diem


Vida Simples

Carpe diem


Por que essa expressão tão difundida no decorrer dos séculos nunca foi tão importante para sua vida quanto nos dias de hoje


*texto Juliana Sayur i(editado e retirado da revista Vida Simples da editora Abril)


Quebrar o caramelo queimado do crème brûlée com uma colher, lançar pequenas pedras a quicar como singelas notas musicais na correnteza do rio, espiar discretamente as delicadas obras de arte do vizinho pela janela.


Essas cenas triviais passariam invisíveis ao frenesi cotidiano de muita gente, mas estrelam diversos momentos líricos dos petits plaisirs de uma jovem garçonete em Paris. 


Assim, deslizar as mãos em um rústico saco de feijão seria quase tocar o pote de ouro no fim do arco-íris.
 Ao menos para a doce francesinha do clássico contemporâneo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Nas suas peripécias diárias para tornar a vida dos amigos mais alegre, Amélie nos faz um convite para aproveitar o dia.


O poeta latino clássico Quinto Horácio Flaco escreveu os célebres versos: “Melhor é aceitar! E venha o que vier! Quer Júpiter te dê ainda muitos invernos, quer seja o derradeiro este que ora desfaz nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno, vive com sensatez destilando o teu vinho e, como a vida é breve, encurta a longa esperança.
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos: trata, pois, de colher o dia, o dia de hoje, que nunca o de amanhã merece confiança”.

O poema que ficaria cristalizado o termo carpe diem, ou “aproveite o dia”, em bom português – uma espécie de expressão-filosofia que valoriza as trivialidades fascinantes de uma vida simples

“Vive sem esperar pelo dia que vem; Colhe hoje, desde já, as rosas da vida”.
 Ao longo dos séculos, o carpe diem se tornou um mantra, ainda mais difundido na nossa sociedade contemporânea, tão abarrotada de afazeres e sem tempo para esses pequenos prazeres de se viver o hoje.

Fruir para não fluir

À revelia das pressões modernas, com o isolamento de uma sociedade consumista, workaholic e ensimesmada nas metrópoles cinzas, ainda há espaço para um espírito de fruição da vida, de abertura às gratificações do efêmero: uma caminhada sem destino, o pastel na feira, a cerveja com um velho amigo na happy hour, as cores únicas do céu no pôr do sol...

 “Afinal, a vida é algo que se gasta, que se esvai, que flui. Nesse sentido, é puramente sensorial. O próprio permitir-se a não pensar é um ‘colher o dia’ valiosíssimo”, diz. Uma questão intrínseca ao carpe diem é a bela e angustiante transitoriedade da vida.

 A cultura ocidental, com a assimilação da cultura judaico-cristã, impôs a ideia de que para se conquistar uma felicidade além-túmulo é preciso renunciar aos impulsos dos desejos carnais e das satisfações fugazes: “Diria que tal renúncia não deixa de ser uma renúncia à própria vida, à própria existência humana”.

Diante de nossas incertezas, há uma certeza inelutável: a vida é finita, dissipando-se diante de nossos olhos a cada milésimo de segundo. 

Assim, ninguém poderia ser feliz para sempre, pois justamente o “para sempre” é inatingível. Os dias passam, as pessoas passam, as histórias passam. “Mas talvez a beleza da vida possa residir precisamente nisso.






Por mais que isso também seja para muitos uma fonte de angústia.

 Assim, o carpe diem pode ter um fundo transformador muito positivo. 
Estar tomado pela convicção da fugacidade da vida pode ser um convite a vivermos mais e melhor, à experiência de estar aqui".

Hoje, ontem e amanhã

Não se pode viver nem só direcionado ao futuro, nem ancorado no passado.” 
“Felicidade é um instante de vibração vital. Não é um estado.” 


Portanto, viver “intensamente” pode corresponder à construção desses pequenos momentos especiais, que fazem a vida valer a pena.

Em um mundo onde há restrições por todos os lados – o cotidiano maçante da jornada de trabalho, as azucrinantes pressões das contas a pagar, o açúcar e o álcool como vilões das dietas saudáveis impulsionando a busca pelo corpo perfeito etc. –, por que apenas não nos permitimos mais?

 Por que não nos damos o prazer de uma generosa fatia de bolo de chocolate? Só porque isso pode nos render uns quilos a mais? 

A verdade é que é difícil viver sem a perspectiva de um amanhã, de se romper a constatação de que o bolo de hoje pode acarretar um peso maior na balança. 

“Acontece que o amanhã existe, como sabe todo mundo que já acordou de ressaca”.
Portanto, pensando no amanhã, deixamos de viver plenamente o hoje. Ou: até quando nos entregamos ao hoje, não o fazemos efetivamente, por covardia ou por simples abnegação.

Doses diárias

Discordâncias éticas, filosóficas e metafísicas à parte, a questão é que os pequenos prazeres devem ser considerados presentes para o presente. Sem violar a cartilha dos bons costumes dos moralistas, todos podem se deleitar com pequenas aventuras cotidianas, os breves instantes em que nos entregamos ao momento.


Mais do que uma filosofia de vida, o carpe diem pode ser uma inspiração, um convite para as coisas que acontecem com a gente agora, se entregando ao prazer que elas proporcionam.

Conversar com um amigo, de preferência no fim da tarde, já é um motivo para sorrir, assim como perambular pelas ruas da cidade.

 Os pequenos prazeres de ouvir música, ler um bom livro ou ficar sem fazer nada.
 Assim, bons vivants de diversos estilos se deliciam com pequenos prazeres de toda sorte, quando os momentos absolutamente triviais se tornam especiais.

 A ideia de que hoje pode ser o último dia de nossas vidas tende a ser angustiante, mas também pode ser libertadora à medida que nos convida a degustar nossas pequenas doses diárias de felicidade.

Duas emoções básicas movem o comportamento humano: o medo da dor e o prazer.
E elas também alicerçam o nosso desejo de controlar. "Queremos manipular por medo de que as coisas fujam do nosso controle e nos causem sofrimento. 

É medo da dor, insegurança. O que não percebemos é que esse desejo nos aflige tanto ou mais do que o sofrimento que teríamos se deixássemos as coisas tomarem seu próprio rumo".

O controle exacerbado pode estar ancorado no medo. 
Mas não só. 
O controle também tinha a ver com o prazer quase erótico em exercer poder.


 E alguém que domina e controla uma situação pode obter muita satisfação com isso. O poder também dá uma sensação de segurança, que distancia a pessoa do medo de experimentar dor.


Alguma coisa está fora da ordem


Alimentamos a ideia de que podemos controlar tudo em nossas vidas. Nada mais enganoso. E isso vale inclusive para aqueles que acreditam ter na mão as rédeas da situação. Afinal, será que existe destino?


*texto  Liane Alves (editado e retirado da revista Vida Simples da editora Abril)

A questão é que essa sensação que nos alivia se baseia numa formidável ilusão: a de que realmente conseguimos controlar a vida. Feliz ou infelizmente, porém, a existência se revela bem mais indomável e resistente do que podemos imaginar.
Fúria de titãs
O desejo de controlar a própria existência levanta muitas perguntas de caráter universal:

Será que existe destino? 
Como funciona a lei do carma? 
Tudo está predeterminado desde o início?
Temos mão no jogo da vida ou ela já foi escrita nas estrelas?


O filme A Fúria dos Titãs, um clássico das sessões da tarde na televisão, traduz em imagens uma das possíveis respostas a essas perguntas.

 Em determinados momentos da fita, os deuses do Olimpo, que assistem de cima à trama que se trava lá embaixo na Terra, simplesmente dão sumiço, substituem ou mudam de lugar determinado personagem, como se se divertissem com um enorme jogo de xadrez. 

Ora ajudam o herói com suas benesses e presentes, ora o atrapalham com monstros e titãs. 

O princípio do jogo é aparentemente benévolo: tudo é feito para que ele possa aprender com os obstáculos e fazer seu caminho com o reconhecimento de que pouco pode fazer sem a ajuda divina. Isto é, mostra que as grandes questões existenciais que têm a ver com o desenvolvimento de sua consciência estão fora do seu controle. Ponto.

Provavelmente não dependemos de deuses barbudos que jogam xadrez no universo. 

Mas é possível que estejamos sob o jugo de forças e leis capazes de tirar o controle de nossas mãos, especialmente quando não as conhecemos direito.

Diz o professor e matemático norte-americano Leonard Mlodinow, que escreveu um livro, O Andar do Bêbado, onde analisa algumas das possíveis leis pouco conhecidas que atuam na nossa vida, como a da aleatoriedade.

Ele diz, por exemplo, que o acaso tem um importantíssimo papel em nossa existência.
E que é falta de bom senso querer eliminá-lo.

Se enrijecemos no controle, se engessamos a existência na maneira como achamos que as coisas devem acontecer, diminuímos as chances da aleatoriedade, ou o acaso, se manifestar - uma perda verdadeiramente lastimável, de acordo com Mlodinow.

 Algumas pessoas reconhecem isso intuitivamente.


 "Acho que o universo é bem mais criativo do que eu.

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Planejo, organizo, faço cálculos e previsões, mas, se observo uma mudança de rumo, não a descarto imediatamente. Primeiro vejo se o quadro geral pode se beneficiar com ela.

O engraçado é que na maioria dos casos a interferência se revela positiva".

"Mesmo se considerarmos que a chance de esse imprevisto ou mudança ser favorável seja apenas de meio a meio, ainda assim teremos 50% de possibilidade de que essa interferência seja benéfica, o que é um índice bem alto. Um controlador exacerbado jamais admitiria isso."

Outra lei que é a maior casca de banana em nossos desejos de manipulação é a polêmica Lei de Murphy.

Pode anotar no seu caderninho: quando o controle é excessivo, o tiro sai pela culatra.

Pois é. Perdemos a sabedoria de que existe o momento de assumir responsabilidades, planejar, organizar e realizar. 

Mas que também pode haver outros para soltar as rédeas, relaxar, criar e aprender com o que se apresenta. 

E que é saudável ter essa possibilidade bem presente e viva nas nossas escolhas e decisões. Let it be, deixe acontecer.

Pelo menos de vez em quando, claro.


segunda-feira, março 07, 2011

A Alma e os Gatos




O gato roça-se pelo corpo do dono e este acaricia o pêlo do gato. 

Se tais donos de gatos fossem levados para um laboratório a fim de fazerem teste às suas reações fisiológicas, verificaria-se que os sistemas dos seus corpos se tornariam nitidamente mais calmos, quando começassem a acariciá-los.








 A tensão baixa e o corpo descontrai-se.


 Estas formas de terapia foi provada na prática num grande número de casos agudos, quando doentes mentais melhoravam de forma notável, depois de serem deixados na companhia de gatos domésticos.



Todos sentimos uma espécie de libertação através de um simples e honesto relacionamento com o gato. 


Esta é a segunda razão do benéfico impacto do gato nos humanos. Não se trata, apenas, de uma questão de tocar, por mais importante que ela seja. 


É também uma questão de relação psicológica ligada as complexidades, traições e contradições das relações humanas.



Todos nós somos feridos por certas relações, de tempos a tempos, alguns agudamente outros de formas mais ligeira. 


Quem tiver severos traumas mentais, terá dificuldade em resolve-los. 


Para estes uma ligação com um gato pode provocar grandes recompensas, devolvendo-lhes a fé nas relações humanas, destruindo as suspeitas e o cinismo e sarando as antigas feridas. 

Um estudo especial feito nos E.U.A, revelou recentemente que para aqueles a quem o stress provocou perturbações cardíacas, a posse de um gato pode constituir, literalmente a diferença entre a vida e a morte, reduzindo a tensão arterial acalmando o cansado coração. 



Estudou-se cientificamente que um dos primeiros métodos para diminuir a tensão arterial, numa pessoa que sofre de hipertensão, é a presença de uma animal domestico. 


O fato é que o gato, assim como o restante dos animais, parece estar em um patamar muito mais elevado que o nosso. 


Sua compreensão a respeito da vida é muito mais ampla e fundamental que a nossa. 


Seu respeito ao ciclo natural é imensamente maior. 


Sua espiritualidade e ligação direta com a energia criadora do universo é muito mais desenvolvida que a nossa. 

Eles realmente vivem a vida como deve ser vivida. 

São inexoravelmente superiores.
A Humanidade quer o animal despojado, submisso, cheio de súplica, temor, servidão, obediência.



O Gato não satisfaz as necessidades doentias do Amor... apenas as saudáveis, ele devolve apenas os sentimentos a ele dados... se amor, se medo... 


Conhece o segredo da prudência , nada pede a quem não tem o que dar.
Só aceita uma relação de independência, de afeto.

Os Gatos Amam as pessoas mais do que elas permitiriam, mas tem sabedoria suficiente para manter isso em segredo.






"Enquanto não amarmos um animal uma parte da nossa Alma continuará adormecida"


“O Gato Imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, ele irá liderar a alma até seu repouso final. “
(The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman)













*Ilustrações e copyrights pertencentes aos artistas do DeviantArt