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domingo, dezembro 02, 2012

Gira Mundo- O retorno

Fui fazer minha viajem dos sonhos e como quase tudo na vida saiu tudo diferente do que eu havia planejado.

Decepção?

Até que não, perdi o navio pra Irlanda mas consegui ter o equilíbrio emocional para superar e seguir a diante.

Aconteceu o seguinte:

Eu havia planejado passar em dois países de origem Celta: a Irlanda e a Galícia na Espanha.
Não deu nem um nem outro.

No caso da Irlanda "forças ocultas" me tiraram do caminho.



Primeiro o trem que me levava à Cherbourg na França atrasou e depois quebrou. Chegamos 30 mim depois do Navio que nos levaria à Irlanda ter partido.

Fiquei meio pasma, trem quebrando na Europa? Muito improvável mas não impossível.
No primeiro momento fiquei chocada, depois pensei bem: O quê, eu sai do Brasil pra me divertir se eu ficar aborrecida assim logo de cara lá se vão minhas férias!

Tive inteligência emocional acima do esperado, meu pai ficou muito preocupado de eu ficar transtornada e aborrecida a ponto de ter um piti, mas logo viu que esse não seria o caso.

Resolvi aproveitar uns dias na Normandia já que estava lá. 



Gostei muitíssimo e pretendo voltar, Cherbourg é uma cidade muito interessante, com temas náuticos e história de montão pra contar.

No caso da Galícia, resolveram que era melhor eu conhecer Lisboa e deixar a Galícia para outra oportunidade.


Como podem ver, não tinha jeito era isso e pronto.Como no caso da Irlanda lidei com isso de forma exemplar e provei pra mim mesma que não sou uma "menina mimada".

Enfim, esse lugares não vão fugir do lugar, a menos que o mundo acabe mesmo, rsrs. 

Pretendo ir visitá-los em outra ocasião e em outra companhia.

Não desprezando a companhia do papai, mas ele é muito católico e ia querer ver o lado católico desses países e eu estou é atras de suas origens celtas. Melhor ir com gente que também goste do assunto.

Enfim, nem tudo deu errado.


Conseguimos encontrar nossos parentes nos Alpes Franceses. Eu achei que meu primo francês se parece muito com meu pai.

Ele ficou em êxtase, o que já valeu a viagem toda.

Foi uma aventura e tanto, e da mesma forma que tudo deu errado com a Irlanda, tudo deu certo com a  nossa busca em Clery.

Era de fato muito improvável encontrar alguém da família e confirmar os registros de nascimento que meu pai conseguiu da Igreja, registros de batismo e casamento. Mas quando fomos a Prefeitura, eles tinham os registros civis desde 1700 e nos mostraram o livro onde minha bisavó havia se casado.







Muito organizados esses Europeus, um exemplo a seguir.

Primeira luta: encontrar Clery.


Tínhamos os do Google e do site da commune.

Ficamos hospedados em Albertville, lugarzinho encantador, uma estação de esqui.Como era verão, mesmo com a temperatura chegando aos -1°C a cidade estava vazia.
Ninguém por lá ouvira falar de Clery, e agora?

Frontenex, essa sim. Tinha um trem pra lá de Albertville.


Meu pai parecia enlouquecido e quis sair sem tomar café, tava com o "diabo no corpo", rsrs
Chegamos bem cedo em Frontenex. A cidade era uma subida só.

Com a barriga vazia e um frio de rachar fomos subindo a rua principal e chegamos em uma espécie de boteco. Lá ninguém sabia de Clery, afê.

O interessante é que não serviam nada para comer, só bebidas.
Tinha um monte de homens bebendo álcool as 8 da matina. O bom é que lá também serviam um delicioso chocolate quente.



Verdade, acho que é o tal leite dos alpes, o chocolate fica grosso e ajudou muito na subida pra Clery.

Por fim, andando e perguntando conseguimos uma pista: era só continuar subindo até o mundo acabar que a gente chegava.

Fomos nós, subindo, subindo a montanha lê-ri-a-hoo... rsrs

Clery é uma comunidade rural que fica no alto de Frontenex. Nota, fomos a pé pois não tinha nenhum ônibus ou coisa parecida pra nos levar.

Subimos um caminho que mais parecia a floresta de Sherwood. Muito bonito, muito íngreme ...há se não fosse o chocolate quente e o frio a gente não chegava.









Lá no alto a primeira pessoa que encontramos foi o Gerard, coincidentemente nosso parente. Se é que coincidências existem.






Depois encontramos um casal muito simpático que nos mostrou a igreja, construção Celta que virou barreira romana e depois igreja católica.







O bom é que foram construindo uma coisa ao lado da outra e a gente tem a oportunidade de ver todas as fases da construção.

Do alto pode-se ver o Mont Blanc, que esta verde, nevado só nas pontas.

De forma que minha busca pelos celtas não foi totalmente perdida.
Eu encontrei os descendentes dos celtas que construíram e habitaram aquela comunidade milenar.








Melhor, encontrei a minha raiz celta, documentada e eternizada pelos monumentos funerais dos meus ancestrais que viveram nessa terra desde sempre e são a maioria da população das 124 pessoas que vivem lá!


Não desisti de conhecer a Irlanda.
Ilha Esmeralda me aguarde que um dia eu vou chegar.






domingo, agosto 05, 2012

Gaia- o meu grande amor - TERRA



CUIDE


"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento. 


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento"
Vinicius de Moraes




Entenda

Muitas pessoas hoje associam a Teoria de Gaia  com a Nova Era, temas pagãos ou paranormais. Na verdade, quando foi proposto pela primeira vez Gaia não tinha nenhuma dessas associações. Era - e ainda é - uma teoria popular respeitável.
James Lovelock

O cientista mais associado com a Teoria Gaia é James Lovelock. Ele expôs pela primeira vez a hipótese de em 1972 na revista revista Atmospheric Environment.
Essencialmente, mostra a Terra não como uma coleção de sistemas distintos, mas em um nível mais holístico. O nosso planeta e toda a vida nele é parte de um enorme sistema de auto-regulação.

Para Lovelock Gaia é  definida como:

"Uma entidade complexa envolvendo a biosfera da Terra, a atmosfera, os oceanos, e solo; a totalidade constituindo um sistema de feedback ou cibernético que busca um ambiente físico e químico ótimo para a VIDA neste planeta"
Assim, a vida e os efeitos colaterais da vida influenciam e são influenciadas pelo ambiente. Isso cria um mecanismo de feedback que é em grande parte auto-regulador. 
É interessante notar que uma vez que a vida na Terra começou o calor do sol aumentou em 25%. No entanto, em todo o tempo que a temperatura da superfície do real manteve-se quase constante. Isso sugere que deve haver alguma forma de mecanismo de controle.

A teoria Gaia sugere que o ambiente abiótico e biótico é composto de muitas inter-relações complexas;
Muitos destas inter relações são bastante delicadas e podem ser alteradas pela atividade humana para um ponto de ruptura.
A teoria sugere que os seres humanos devem aprender a respeitar Gaia, reduzindo a sua modificação intencional de componentes bióticos e abióticos da Terra.

                        James Lovelok e uma escultura de Gaia

Nosso planeta possui um tipo de inteligência organizada. Ele é muito diferente de nós. Ele teve cinco ou seis milhões de anos para criar uma mente que funciona lentamente, que é feita de oceanos, rios, florestas e gelo. Ele está se tornando consciente de nós, a medida em que nos tornamos conscientes dele. E porque a vida de um depende da vida do outro, temos um sentimento sobre essa imensa, estranha, sagaz, velha, neutra, esquisita coisa, e tentamos descobrir por que seus sonhos estão tão atormentados, e por que tudo está tão desequilibrado. 




Ame


Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

De onde nem tempo, nem espaço

Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Caetano


*fontes diversas, sem expressão total de seus conteúdos.





andrea.gaia

domingo, julho 29, 2012

Um Partido que vale a pena?


O Partido Pirata, criado na Suécia com objetivo de empenhar-se em causas como Internet Livre, direito ao acesso livre e gratuito de conteúdos culturais chega ao nosso Brasil.
Nessa excelente entrevista com o fundador do Partido  Rick Falkvinge veiculado pelo site Olhar Digital, explica o porque da luta pela comunicação livre e também como isso afetará o futuro das economias de países como o nosso.
A informação livre aumenta exponencialmente o poder do cidadão comum e faz com aqueles que nos representam saibam o que queremos, sem precisar de intermediários.
Só espero que, como outros partidos, não se deixe levar pelo fascinante poder que a politica trás e se transforme em mais uma decepção.

Como a esperança é a última que morre, tenho fé nessa causa.

Abaixo o vídeo com a entrevista. 

É realmente imperdível pra quem se importa com os destinos e o futuro da humanidade nos próximos anos.

domingo, julho 08, 2012

O tempo da falta de imaginação, bicho grilo e morgação



Pra mim esse 2012 tá parecendo o fim do mundo mesmo.
Parei de fazer ginástica e caminhar: muito cansada;

Da Yoga eu não largo, é descanso, terapia.

Parei de escrever, fotografar, photoshopar, enfim, minha criatividade e disposição deram um basta em tudo e me obrigaram a parar.

Não sei se é bom ou ruim, mas quero que o mundo se acabe em barranco pra eu poder me apoias, haha
Preguiça?
Vai ver é.
Preguiça de viver , isso sim é meio depressivo. Mas não me sinto triste, depressiva, só exausta.

Cabô a vontade de invensionar.
Vamos com aquilo que já existe e pronto.
Bem passivo, sem muitas emoções.

Facebook é o cúmulo da passividade.Você curte e não precisa explicar.


Você repete frases e idéias bacanas dos outros e não precisa pensar.

Ficar parado ouvindo música também serve.
Parado mesmo, deitado, de olhos fechados.
Vai dando um soninho...

Isso porque estou quase no ponto de ir viajar.

Então me dedico a ficar olhando os sites das lojas onde pretendo me esbaldar, o que também é uma ideia muito morgada.Chegando lá a coleção já passou, wherever.

O que eu tenho é mais que preguiça, é um estado de morgue que só os bicho grilo da vida conseguem entender.


Bicho grilo é um tipo de gente que nasceu na década de 60 e 70 e tentou copiar os ideais hippies, mas sem nenhuma intenção política.

Aliás politica aqui não se aplica, de jeito nenhum.

Todo bicho grilo é anarquista e quer que o sistema se exploda junto com o fim do mundo de 2012.

É gente que gosta de natureza, de abraçar árvore, de ficar a toa se fazer nada, que é o tal de morgar.

Essa criançada High Tech (os de 80 e 90) não sabem o sabor do morgar.
Acham que quem fica sem dormir é foda.

Foda mesmo é conseguir ficar sem fazer nada e não se sentir culpado.
Há, eu quero ver você aí garotão fera em vídeo game conseguir ficar assim paradinho olhando as nuvens passarem pra lá e pra cá, sem ação pra expurgar sua adrenalina.

Isso é controle da mente, ou na versão bicho grilo é morgação.
Bom, eu também adoro e sou viciada em um gadget. Só que eu os uso com um HD Externo pra minha mente ficar livre e descansada sem ter que ficar lembrando daquele compromisso chato, etc.

Aliás, eu acho que o grande favor que a informática fez a humanidade foi nos livrar da necessidade de decorar coisas que um simples apertar de botões resolve.

Pra mim o importante no conhecimento é a compreensão global das coisas.
Detalhes, tipo decorar tabela periódica, citações, tabuada são adestramentos mentais.
É aí que dormir bastante e ficar morgando entra.
Sua mente está sempre relachada e lá no fundo processando coisas importantes sem você saber.

Tem gente que fica intrigada com minha rapidez em resolver problemas. É que como estou sempre num estado blasé ( sem ligar pra quase nada , só observando) quando tenho que entrar em ação a coisa flui rapidamente, quase sem eu ter que pensar.

Conclusão:
Há tempo de criar e aprender e a tempo de digerir e observar.



Se o mundo não acabar, espero sair dessa letargia depois que eu voltar de viagem.


Afinal se 5 semanas rodando Europa a fora não me fizerem despertar, é porque o mundo vai acabar mesmo.


Pelo menos o meu, cruzes! rsrs




andrea.gaia









domingo, maio 20, 2012

A viagem dos sonhos em 2012





Ano passado não viajei nas férias, estava exausta, não tinha companhia pra ir pra qualquer lugar,enfim, fiquei em casa torrando naquele calorão que fez no mês de outubro ou seria setembro? não lembro. 
Fiquei morgando aqui no meu cafofo(meu cantinho particular) curtindo do ócio.
Sou muito a favor de curtir o ócio.
A religião ocidental colocou na nossa cabeça que ficar a toa não presta, é pecado. O capitalismo completa: tempo é dinheiro, etc. Enfim a maioria das pessoas apregoa que ficar sem fazer nada é muito ruim.


Mas eu, do alto do meu atrevimento discordo totalmente.

Ficar a toa é bom, é bótimo. Você fica ali paradinho descansando o corpo e a cabeça e derrepente lá vem alguma ótima ideia que você não teria se estivesse muito ocupado.
Como diriam os mais sábios: é o ócio criativo.

Desse morgue do ano passado surgiram duas idéias pra lá de produtivas.
Primeiro resolvi dedicar a última semana para estudar e fazer a prova CPA20, considerada bicho papão no meu trabalho, mas útil no caso de querer dar um up grade na carreira. 
Como estudar assuntos relacionado a finanças e bolsa de valores não é uma coisa empolgante e a tal prova era muito difícil decidi que já que eu esta sem fazer nada ... aquela era a hora, ou ela nunca chegaria. 




Fazer coisas chatas, só se eu estiver morta de tédio. É um truque esperto pra aproveitar meus ataques de tédio.
Segundo, fiquei lembrando da Europa e de como eu tinha me divertido por lá com papá e joguei a isca: papys querido que tal no ano que vem a gente ir visitar a terra do seus avós, Clery e de quebra ir para a Irlanda que é um lugar que eu sempre desejei conhecer?





A pate da França foi fácil, lógico ele estava louco pra ir pra lá.
A Irlanda já era um caso diferente.
Irlanda? o que tem lá de especial, vamos pra Roma, lá eu tenho um amigo...., aliás ele tem um amigo em tudo que é lugar do mundo, rsrs, pessoa muito abençoada pela simpatia esse meu pai.

Aí eu tive que forçar, só vou se formos para Irlanda, afinal não se sabe se voltaremos a Europa outra vez, eu quero e faço bico, Irlanda ou nada.
Aproveitando-me do desespero do velhinho de ir para Clery, acabei vencendo e mais, acabei planejando a viajem toda.

Meu pai é um viajante descolado, já visitou o velho continente mas de dez vezes, tem amigo em tudo que é lugar.... mas é extremamente desorganizado.
Aí o que acontece é que: fazer uma viajem longa e por conta própria é que ela pode ficar mais cara do que você imagina e também pouco proveitosa.
Munida de todas as ferramentas que o Santo Google nos dá, comecei a fazer o planejamento dia a dia, fazer as reservas, comprar as passagens, tudo cuidadosamente planejado pra aproveitarmos ao máximo nossos dias de viagem e não desperdiçarmos passagens a toa.
Então de umas férias bobas e sem nada pra fazer, surgiu um planejamento de quase um ano, contactando amigos, montando cronogramas, pedindo pro chefe liberar as férias no dia certo.
Isso sim é que é plano! serão cinco semanas de viagem, mas que está rendendo ano a fora.
Toda vez que dá tédio, penso nela, toda vez que fico puta no trabalho(quase todos os dias, rsrs) eu penso nela.
Meu pai também ficou muito empolgado contactando os amigos, fazendo planos, liga aqui e dalí e a tal viagem rende assunto pras nós dois o ano inteiro.
Dia 24 começa contagem regressiva... faltam 90 dias.
Parece muito, mas passa voando.
Resolvi fazer um fotolog da viagem, já que me voy munida de todos gadguets nerds dos sonhos, e mandar uma foto de vez enquando é mais fácil do que ficar escrevendo, já que provavelmente não vou ter tempo de ficar escrevendo muito.
No roteiro consta:
1º : Munique e região da Bavária;
2° : Irlanda saindo da França de vapor(ui ui que medinho, nunca andei de navio);
3° : Paris 3 dias, Albertville e Clery (região dos alpes franceses);
4º  : Milão, Verona, Pádova e Veneza;
5º: De volta a Munique a pedido de Paul que fica muito feliz com nossa presença por lá. Ele costuma me levar pra algum lugar especial, então poderemos ter surpresas, delícia!;
6º: Porto, talvez Lisboa, e por último a Galícia- São Tiago de Compostela.
É um roteiro apertado e talvez dê uma canseira daquelas, mas eu já descansei  bastante o ano passado e esse ano tenho que gastar a energia economizada.
Mesmo com tanto planejamento compramos dias demais de Europass, fazer o que, mas voltar para Munique será ótimo.
Roma ficou pra trás outra vez, mas a Irlanda venceu!
Nada melhor do que um  projeto de longo prazo pra motivar pessoas entediadas e estressadas, hehe.







domingo, abril 29, 2012

A Liberdade está na Mente?


Tenho tido uns entreveros ultimamente.


Tudo por causa dela, minha musa inspiradora, que me faz gostar de viver : A Liberdade.

Questão aparentemente trivial ou por outro lado esotericamente filosófica dependendo de quem ouve.

Pra mim é questão fundamental. Viver sem amor e sem liberdade não é viver, é uma existência apenas.

Existir não é viver.

Existir é estar presente no plano material sem necessariamente estar realmente Vivo.
Eu conheço um montão de gente que existe e não vive. Passa pelo tempo adquirindo coisas, colecionando histórias sem  ter sequer a percepção das coisas.

Então a diferença entre viver e existir, pra mim, é a percepção da vida, dos outros, da história. Viver é estar presente de fato, interagindo com o mundo e com as pessoas conscientemente.






É aí que o Amor entra.

Ele é quem nos dá a percepção das coisas porque exige atenção. Não existe amor sem atenção.

Uma pessoa desatenta não consegue amar de verdade como o amor quer : incondicionalmente.

Pra ser incondicional tem que ser consciente ou haveria de querer de mais, exigir, tomar e deixaria de ser amor passando a ser apego.







Existem pessoas que se apegam as coisas e acham que estão amando. Apego não é amor, apego é carência, é a percepção de estar só no mundo. Por isso as pessoas se apegam, dá aquela sensação de estar acompanhado.

Sensação não é percepção, se fosse o apego se transformaria em amor.

Bom até ai mais ou menos certo.


A capacidade de amar é inata, já que precisamos sobreviver.


Se não se consegue amar de verdade, sempre tem o simulacro Apego pra disfarçar e a existência continua.

Já a Liberdade, essa é danada. Não é dada a todos, existe em muitas formas.
As vezes tem que ser conquistada, as vezes ela nunca vem.
O mundo moderno cada vez mais nos aprisiona em nossas necessidades e junto a isso exige que você abra mão  de um pouquinho de sua liberdade.

A vida hoje é pública. E não adianta ficar se esforçando para não ter seus preciosos dados, fotos, fatos, enfim, alguma coisa de sua vida terá um aspecto público devido a informatização.

O nome em uma lista de concurso, uma foto inesperada no perfil de algum amigo, notas da escola, etc.
Aquela liberdade de existir discretamente acabou. Fato e ponto.


Mas tem a liberdade interna, que briga pra viver.

Essa depende exclusivamente da vontade daquele que opta por viver ou por existir.

Na minha opinião não dá pra viver sem ela. Você consegue existir, seguir a manada, casar, comprar o carro novo, formar uma família, mas te juro nunca vai passar disso. Quem só existe evita a percepção, de forma que não ama, tem apego. Não cria coisas, apenas copia o que existe. Segue idéias pré estabelecida de como existir, ter dinheiro, sucesso.



O Amor exige Liberdade, pois sem ela não há escolha.


A Liberdade exige Percepção, não aceita qualquer receitinha de marketing simulando ser feliz, ser amado, Ser Tendo.

Sem Amor, Percepção e Liberdade ninguém  É, Existe apenas.











A doença do medo

OSHO



Existem diferentes formas de medo, aquele que tem uma razão de ser evidente, quando nossa vida está sendo diretamente ameaçada, e o medo como manifestação de uma doença psicológica.

Neste caso, o medo não se apresenta como reação a uma ameaça real, concreta e imediata, mas é simplesmente resultado de um estado de preocupação, ansiedade, ou tensão bastante elevados. Sente-se medo de que algo possa acontecer, ou seja, desencadeia-se um estado de pavor simplesmente baseado em uma mera hipótese.

Lutar contra este tipo de medo pode parecer fácil, a principio, visto que não existe qualquer perigo direto, porém, não é uma tarefa tão simples. A mente, ao fixar-se na probabilidade de que algo ruim possa acontecer, gera um desequilíbrio não apenas no nível das emoções, mas também no corpo físico, trazendo como conseqüência doenças reais que podem comprometer a possibilidade de uma vida normal.

Não é de se admirar que nos dias que correm tantas pessoas sofram da chamada síndrome do pânico, uma doença que se caracteriza por um medo difuso, sem causa concreta, que surge como conseqüência de um estado de ansiedade extremamente grave.

A violência que nos é apresentada diariamente nos noticiários de TV só faz agravar ainda mais o estado de paranóia das pessoas que possuem uma tendência a desenvolver esta doença. Evitar o contato com este tipo de programa é a melhor demonstração de amor que elas podem fazer por si mesmas.

Mas o tratamento inclui muitas outras atitudes. O primeiro passo é observar, de modo isento, como a mente atua para gerar o estado de pânico. Sempre que alguém se sentir tomado por esta sensação de pavor, inicialmente deve manter a respiração sob controle, diminuindo o ritmo das inspirações e das expirações. O medo, assim como a raiva, não se sustenta num estado de relaxamento do corpo e da mente.


É fundamental que no dia-a-dia, antes que uma crise se apresente, treine-se a consciência do ato de respirar e, a seguir, se observe a mente, para perceber o seu mecanismo e como os pensamentos negativos tentam impor algo totalmente imaginário como se fosse real.

A meditação tem sido experimentada com sucesso como forma de manter sob controle a ansiedade e os sintomas do pânico. A terapia com as essências florais, bem como a terapia psicológica, principalmente a que trabalha com a liberação de conteúdos emocionais inconscientes, também são de grande ajuda.

Somente a atenção permanente sobre si mesmo permitirá perceber de modo claro quando o desequilíbrio estiver se instalando, e sair em busca de ajuda para libertar-se da doença do medo.

(...)
Observação é meditação... A qualidade da observação, a qualidade de estar consciente, alerta - é isso o que é meditação. 

Lembre-se de uma coisa: meditação significa consciência. O que quer que você faça com consciência é meditação... O caminhar pode ser uma meditação, se você caminha alerta... Ouvir os pássaros pode ser uma meditação, se você ouve com consciência. Simplesmente ouvir o barulho interior da sua mente pode ser uma meditação, se você permanece alerta e observador. A questão toda se resume em não se mover atormentado. Então o que quer que você faça é meditação. 

O primeiro passo para a consciência é tornar-se muito atento ao seu corpo... E, à medida que você vai se tornando consciente, um milagre começa a acontecer: muitas coisas que você costumava fazer antes, simplesmente desaparecem; seu corpo se torna mais relaxado, seu corpo se torna mais harmonizado. Uma paz profunda começa a prevalecer até mesmo no seu corpo: uma música sutil pulsa em seu corpo. 

Depois então, comece a se tornar consciente de seus pensamentos; o mesmo tem que ser feito com os pensamentos. Eles são mais sutis do que o corpo e, naturalmente, mais perigosos também. E quando você se torna consciente de seus pensamentos, você fica surpreso com o que se passa dentro de você. Se você anotar o que quer que passe em sua mente em qualquer momento, você nem pode imaginar que grande surpresa o espera. 


Você não acreditará que tudo isso está se passando dentro de você. 
E, depois de dez minutos, - você verá a mente louca que existe dentro de você! Como você não está alerta, toda essa loucura vai se movendo como uma corrente subterrânea. Ela afeta o que quer que você esteja fazendo, afeta o que quer que você não esteja fazendo; afeta tudo. E a soma total vai ser a sua vida! Assim sendo, esse homem louco tem que ser transformado. E o milagre da consciência é que você não precisa fazer nada exceto apenas tornar-se alerta. 

O próprio fenômeno de observar a mente, a transforma. Pouco a pouco o homem louco desaparece, pouco a pouco os pensamentos começam a cair em um certo padrão; seu caos não existe mais, eles se tornam mais como um cosmo. E então, novamente, prevalece uma profunda paz. E quando seu corpo e sua mente estiverem em paz, você verá que eles estão sintonizados um com o outro, há uma ponte...
Pela primeira vez há acordo, e esse acordo ajuda tremendamente a trabalhar o terceiro passo que é tornar-se consciente dos seus sentimentos, emoções, humores. 

Esta é a camada mais sutil e a mais difícil, mas se você puder estar consciente dos pensamentos, então basta apenas mais um passo. Uma consciência um pouco mais intensa é necessária, e você começa a refletir seus humores, suas emoções, seus sentimentos. Uma vez que você ganhou consciência em todos esses três passos, eles se juntam todos em um fenômeno. 

E quando todos esses três se tornam um - funcionando juntos perfeitamente, zunindo juntos, você pode sentir a música de todos três; eles se tornam uma orquestra - então, o quarto, aquilo que você não pode fazer, acontece. Acontece por sua própria conta. É um presente do todo, e uma recompensa para aqueles que passaram por esses três. 


E o quarto é a consciência definitiva, que o torna a pessoa acordada. Ela torna-se consciente da própria consciência - este é o quarto...
O corpo conhece o prazer, a mente conhece a felicidade, o coração conhece a alegria; o quarto conhece o êxtase. 

A coisa importante é que você seja um observador, que você não tenha se esquecido de observar, que você vá observando... observando.... observando. 
E, pouco a pouco, à medida que o observador se torna cada vez mais e mais sólido, estável, seguro, uma transformação acontece. As coisas que você esteve observando desaparecem. Pela primeira vez, o próprio vigia se torna o vigiado, o próprio observador se torna o observado. Você chegou em casa.

Osho, Meditação, A Primeira e a Última Liberdade.